Dê um pulinho em Goiana comigo

Goiana-PE, um dos pontos de colonização mais antigos do nordeste brasileiro, completa 178 anos de emancipação política neste sábado (05/05)! Para celebrar esta cidade tão importante para a história do país e mostrar um pouco dela pra vocês, dei um pulinho por lá! Simbora?

Marcada pela defesa da liberdade, muito se especula sobre a origem de Goiana. Pelo o que me contaram, as terras do município eram habitadas pelos índios potiguaras, tabajaras e caetés antes dos colonizadores chegarem em 1534. De lá pra cá, o local ficou conhecido por seus engenhos, porto e povo destemido, responsável pela abolição da escravidão antes mesmo da Lei Áurea e pela primeira assembleia para criação de um governo representativo indígena no Brasil.

Essa tradição toda ainda é bem visível nas ruas de Goiana, cujo centro histórico, minha primeira parada, é considerado um Patrimônio Histórico Nacional. Por causa dos seus prédios e arquitetura, aprendi que a cidade é chamada de Milão Brasileira; pia mermo o enxerimento! Os edifícios que mais chamaram a minha atenção foram a Prefeitura de Goiana, as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário e a do Amparo, construídas no século 18 no estilo barroco, e o Convento de Santo Alberto dos Carmelitas, onde vi uma linda coleção de imagens sacras dos séculos 16 e 17.

Mas nem só de história vive uma cidade, e os goianienses sabem muito bem disso! Eu, que não sou besta nem nada, fui conhecer o litoral, que possui 18 km de extensão e é formado por seis praias: Carne de Vaca, Tabatinga, Catuama, Barra de Catuama, Atapuz e Ponta de Pedras. Escolhi curtir um solzinho na mais frequentada delas, a Ponta de Pedras, onde vi o 2º ponto mais oriental das Américas, a Ponta do Funil, mas deixei para a próxima o passeio de mergulho para ver os destroços do navio Vapor Bahia, que naufragou na costa em 1887! 👻🚢👀

Como sou guloso, viajar sem conhecer a cozinha local nunca é uma opção! Então, fui encerrar o passeio no Buraco da Gia, restaurante criado por Luiz Moraes, o “embaixador de Goiana”, que é parada quase obrigatória para os turistas da cidade. Seu Luiz, que faleceu em 2016, deixou o local conhecido pelos seus guaiamuns gigantes adestrados e atraiu visitas ilustres, como as de Juscelino Kubistcheck, Gilberto Freyre, Assis Chateaubriand e Chacrinha. Foi massa!

Olhe, Goiana me recebeu bem demais com suas inúmeras atrações. Obrigada de coração… Aqui é mesmo o nosso lugar! #tamojunto


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